Reportagem: Ismar Madeira (Campos do Jordão, São Paulo)
Prato do dia: verduras, legumes, frutas e sementes germinadas. É a comida viva!
"Eu tomava remédio para pressão e não tomo mais. Emagreci dez quilos com uma alimentação natural que qualquer um pode fazer em casa", conta o aposentado Orlando Asse dos Santos.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Bioconstrução e permacultura

ÊÊÊ galera, tô disponibilizando aí o link pro livro Manual do Arquiteto Descalço.
Vale muito a pena dar uma olhada, pois vai de A a Z na construção de casa, comunidades, e várias peculiaridades como tratamento e reaproveitamento de água e alimentos, geração de energia, materiais alternativos para estrutura, enfim!!! É um universo outro. E é muito a questão do "saber fazer" (know how) que eu apontei algumas vezes, que eu acho que a gente precisa! Esse mão-na-massa!
Essa foto aí é de reboco externo com terra, a estrutura não sei de quê é... Mas se vcs colocarem "bioconstrução", "permacultura" ou equivalentes no google, melhor, no google imagens, vão ver bastante coisa bacana.
O interessante da bioconstrução e ppermacultura é que uma das bases conceituais é a permanente construção, o cuidado cotidiano com a casa, com as plantas... Não é pura e simplesmente lançar o concreto. É ir ajeitando aqui ou acolá, construindo, desconstruindo, reconstruindo, num processo permanente de transformação...
É nisso que eu falei n'outro dia da gente buscar onde, em outras áreas do conhecimento, conseguimos diálogo, confluências, posturas políticas que possam convergir com a nossa. Existe. Basta irmos atrás.
Um beijo, saudoso.
Vale muito a pena dar uma olhada, pois vai de A a Z na construção de casa, comunidades, e várias peculiaridades como tratamento e reaproveitamento de água e alimentos, geração de energia, materiais alternativos para estrutura, enfim!!! É um universo outro. E é muito a questão do "saber fazer" (know how) que eu apontei algumas vezes, que eu acho que a gente precisa! Esse mão-na-massa!
Essa foto aí é de reboco externo com terra, a estrutura não sei de quê é... Mas se vcs colocarem "bioconstrução", "permacultura" ou equivalentes no google, melhor, no google imagens, vão ver bastante coisa bacana.
O interessante da bioconstrução e ppermacultura é que uma das bases conceituais é a permanente construção, o cuidado cotidiano com a casa, com as plantas... Não é pura e simplesmente lançar o concreto. É ir ajeitando aqui ou acolá, construindo, desconstruindo, reconstruindo, num processo permanente de transformação...
É nisso que eu falei n'outro dia da gente buscar onde, em outras áreas do conhecimento, conseguimos diálogo, confluências, posturas políticas que possam convergir com a nossa. Existe. Basta irmos atrás.
Um beijo, saudoso.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Diário
http://docs.google.com/View?id=dd3ptgwv_12fqst3mc7
Fiz algum registro de diário do último encontro ( em link anexo):
Fiz algum registro de diário do último encontro ( em link anexo):
Entre o Cristal e a Fumaça.
ATLAN, Henri.
Entre o Cristal e a Fumaça.
Ensaio sobre a organização do ser vivo.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores,1992, 268 pp.
Henri Atlan, um dos pesquisadores e intelectuais mais ativos
da Europa contemporânea, é médico, biólogo e professor em Paris.
Membro do Comitê Consultivo Nacional de Ética das Ciências
da Vida e da Saúde da França, Atlan conduz pesquisas de ponta
sobre as novas contribuições da biologia sobre a organização do
ser vivo.
Entre o Cristal e a Fumaça vem nos dizer que os seres vivos
não são estáticos e rígidos, como os cristais. Tampouco são
evanescentes e transitórios, como a fumaça. Entre repetição e a
simetria perfeita de um lado, e a imprevisibilidade completa, de
outro, a natureza criou uma forma de organização, ainda largamente
misteriosa, na qual substâncias, células e tecidos são
continuadamente renovados, mas a estabilidade do conjunto se
mantém. Para Atlan, presente no mais simples dos organismos e
impossível de ser mimetizado na máquina mais complexa, esse
processo de auto-organização, que não é outra coisa senão a criação
de ordem a partir da desordem, toca no próprio segredo da
vida.
Segundo Henri Atlan, é de uma ciência do complexo, largamente
fundamentada na biologia ressignificada, que precisamos
agora, sendo esse, um dos maiores desafios ao conhecimento atual.
Neste sentido, seu programa de pesquisa se aproxima bastante
dos trabalhos em epistemologia de Humberto Maturana, com contribuições
valiosas para as políticas de formação e o entendimento
dos complexos processos de aprendizagem, principalmente, tomando
como referência os conceitos de auto-organização, ruído
e hipercomplexidade.
Ao apresentar os textos que compõem a sua obra, Atlan diz
esperar que a diversidade dos textos e sua aparente falta de unidade
sejam compensadas pela possibilidade de uma leitura não
dirigida (desordem criadora?), onde a ordem adotada para sua
seqüência possa ser subvertida ao gosto de cada um.
Roberto Sidnei Macedo
Professor Adjunto . FACED/UFBA
200 Revista da FACED, nº 05, 2001
A obra se organiza numa Introdução sob o título “Cristal e a
Fumaça”, seguida de quatro partes. Na primeira parte, Atlan trabalha
a “Desordem e Organização e a complexidade pelo Ruído”,
na segunda, “A Alma, o Tempo e o Mundo”, na terceira, “Parentes
e Semelhantes” e na quarta parte, “Sobre Fés, Leis, Arbítrios e
Pertenças”.
No primeiro capítulo: “Os Dogmas e as Descobertas Ocultas
na Nova Biologia”, o objetivo que emerge é uma discussão
multirreferencial do finalismo e do mecanicismo cientítico redutores,
colocando no centro da discussão o aleatório, a perturbação
e o ruído como organizadores. Nesse capítulo, Atlan toma
como inspiração os trabalhos de Bergson (L’Évolution Créatrice)
e de Jacques Monod (Le Hasard et la Necessité), assim como a
Idéias de Prigogine e sua escola, onde se mostra como se evidenciam
em sistemas físico-químicos que estão longe do equilíbrio,
propriedades auto-organizadoras, como conseqüência de
pareamentos de fluxos e flutuações aleatórias. O que se percebe,
é que essas idéias reitoras vão permear toda a obra, onde, em
realidade, a nova biologia vai ser tomada como pano de fundo
para pensar a hipercomplexidade da vida e o processo de
hominização. Desse modo, cultura e biologia não se apartam, por
mais que se distingam no decorrer dos argumentos.
Pode-se notar, entretanto, que é no primeiro capítulo da terceira
parte do livro, sob o título “Hipercomplexidade e Ciência do
Homem. O paradigma do falar juntos”, que Atlan densifica e
explicita bem o seu pensamento a respeito do processo de
hominização, e que, ao mesmo tempo, contribui sobremaneira,
para repensarmos os processos e procedimentos educacionais nas
suas complexidades.
O autor inicia suas elaborações dizendo-nos: “Enquanto o
método científico tem consistido, até o momento, em isolar os fatos
naturais para transformá-los em objetos de laboratório, submetidos
a experiências repetitivas às quais o método experimental pôde ser
aplicado, somos aqui solicitados a pensar juntos”.
Chamando Morin, Foucault, Kuhn para dialogar a respeito
dos paradigmas científicos que se esforçaram em pensar o homem
e a vida, Atlan discorre:
.A microfísica, desde o começo do século, e a biologia molecular, há cerca de
vinte anos, ensinam-nos coisas bizarras, onde o bom senso comum se reenRevista
da FACED, nº 05, 2001 201
contra dificilmente, e que forçam a questionamentos de pares conceituais
como realidade e representação, ordem e desordem, acaso e determinismo,
pedras angulares do antigo paradigma dentro do qual a ciência vinha progredindo
majestosamente, no caminho da verdade objetiva que se revelava, sem
ambigüidade, ao homem munido da razão e do método experimental. Ao
mesmo tempo, essa própria imagem do homem racional, desligado da sua
animalidade e dominando o mundo, desmoronou sob os golpes da psicaná-
lise, da etnologia e da crise da civilização ocidental, cujas ideologias todas,
supostas continuadoras ou substitutas das pregações cristãs revelaram-se, uma
após outra, fontes de perversão. Por isso, não supreende que, há uns dez anos,
os discursos sobre o homem tenham começado a se tornar cada vez mais
inaudíveis... E eis que Morin ousa apostar num discurso renovado sobre o
homem, que fora convocado por Foucault no final de .As palavras e as Coisas
., mas que ninguém, aparentemente, queria iniciar. É que, ao mesmo tempo,
deveria tratar-se de um discurso sobre as condições da renovação do
discurso sobre o Homo Sapiens e seu ambiente, condições epistemológicas
ligadas ao estado atual das ciências biológicas, sociais e antropológicas em que
se descobrem e se moldam múltiplas imagens humanas. Entrementes, deveria
tratar-se também, em contrapartida, de uma reavaliação do que nos é ensinado
por essas ciências, às vezes até sem o conhecimento daqueles que as ensinam
. o que não chega a surpreender, vista a especialização necessária e a
compartimentalização concomitante, deplorada, mas raramente evitada, entre
essas disciplinas. ... ( p. 177).
Para Atlan, somos máquinas desejantes, máquinas de absorver,
máquinas de projetar, máquinas de assimilar, máquinas de
fabricar sentido; em suma máquinas de conhecer intelectual e
“biblicamente”. (aspeado pelo autor)
Para acompanhar o próprio élan criativo do pensamento de
Atlan, é o inacabamento, a solidariedade na in-formação e a opção
política em constituir reflexões sobre uma outra hominização,
que caracterizou nosso esforço em apresentar esta construção
intelectual, de incontestável valor transgressivo/ inovador sobrea organização da vida e seus complexos processos de aprendizagem.
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