quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
...enTre...
BARROS, R. B. Grupo: A afirmação de um simulacro.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Alguns links interessantissimos
Creio que possa ser util a muitos de voces assim como vem sendo a mim.
Os blogs e sites sao bastantes diversos, vou tentar classificar o conteudo apesar de alguns deles serem bem plurais no que diz respeito a isso.
- Artigos, textos, links, entrevistas, psicoativos, religiao, ciencia, sustentabilidade, permacultura, etc:
http://mundocogumelo.wordpress.com/
- Basicamente sobre Alimentação e sustentabilidade:
http://alimentacaoviva.blogspot.com/
-Permacultura e bioconstruçoes:
http://projethos.blogspot.com/
- Religiao, filmes, xamanismo, etc:
http://pistasdocaminho.blogspot.com/
(documentario com Alan Moore, genial!)
http://pistasdocaminho.blogspot.com/search?q=Alan+Moore
- Canal de videos, sobre religiao, praticas zen, psicologia, etc:
(recomendo os videos de Terence McKenna)
http://www.youtube.com/user/JoeTheEagle
-Porta curtas da Petrobras - documentario sobre sabedoria popular sobre plantas psicoativas: (alem de informativo, engracado!)
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=1930&Exib=1
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Música como princípio organizacional
Por isso, dentre os experimentos do período entre-guerras eu me concentrarei na impulsiva República de Fiume, que é menos conhecida e não foi criada para durar. Gabriele D’Annunzio, poeta decadente, artista, músico, esteta, mulherengo, doidivanas aeronauta pioneiro, bruxo negro, gênio e mal-educado, emergiu da Primeira Guerra Mundial como herói e com um pequeno exército à sua disposição e comando: os arditi. Ávido por aventura, ele decidiu capturar a cidade de Fiume, na Iugoslávia, e entregá-la para a Itália. Depois de uma cerimônia necromântica com sua amante num cemitério de Veneza, ele partiu para a conquista de Fiume, e foi bem-sucedido sem nenhum problema digno de ser mencionado. Porém a Itália recusou sua oferta generosa. O primeiro-ministro chamou-o de idiota.
Ofendido, D’Annunzio decidiu declarar independência e ver por quanto tempo conseguiria mantê-la. Ele e um de seus amigos anarquistas escreveram a Constituição, que instituía a música como o principio central do Estado. A Marinha (composta por desertores e sindicalistas anarquistas dos estaleiros de Milão) se autonomeou Uscochi, em homenagem aos antigos piratas que em tempos passados viviam nas ilhas da região e saqueavam os navios venezianos e otomanos. Os modernos uscochi foram bem-sucedidos em alguns de seus golpes malucos: vários polpudos navios mercantes italianos de repente deram à República um futuro: dinheiro em seus cofres! Artistas, boêmios, aventureiros, anarquistas (D’Annunzio se correspondia com Malatesta), fugitivos e refugiados sem pátria, homossexuais, dândis militares (o uniforme era preto com a caveira e os ossos cruzados dos piratas - depois roubado pela SS) e excêntricos reformadores de toda espécie (incluindo budistas, teosofístas e seguidores do vedanta) começaram a aparecer em Fiume aos bandos. A festa não acabava nunca. Toda manhã, do seu balcão, D’Annunzio lia poesia e manifestos; toda noite havia um concerto, seguido por fogos de artifício. Nisso se resumia toda a atividade do governo. Dezoito meses mais tarde, quando o vinho e o dinheiro haviam terminado e a frota italiana finalmente apareceu e arremessou alguns projéteis contra o Palácio Municipal, ninguém tinha energia para resistir."
